O difícil é saber por onde começar. Então eu percebi que passei muito tempo em meus dias, tentando "suprir meus vazios", até que então descobri que o que apertava o meu peito era a quantidade de entulhos emocionais que eu carregava. As vezes eu
olho tudo isso que não me pertence mais e me pergunto, eu sinto falta, ou eu
estava só acostumada?Acho que era comodidade... É como ficar um tempo sem cortar o cabelo, a incerteza do corte é sempre cruel, mas passa, é necessário, o cabelo cresce, se modifica e alguns fios se perde. A diferença é que a raiz permanece.
Às vezes penso que as pessoas deveriam ser mais sinceras e dizer aquilo que pensa, após pensar assim, já me vem à mente que meu ponto de vista não é melhor e muito menos igual que o das demais pessoas. Mas os confundir também não te torna mais humano. Digo isso ao ponto em que se deve haver dialogo. Qualquer pessoa deve expor, ouvir e tentar entender no que realmente passa ao seu semelhante.
Agora essa sensação existente aqui ainda não tem nome, não é apego, desfeita ou não agradecimento, é algo que aconteceu, que partiu, que não existe mais. As coisas começam e terminam sem aviso prévio.
Eu fico me perguntando por que as pessoas a sua volta, te forçam inconscientemente, a fazer promessas de evitar certos fatos, e quebra-las com uma rapidez que nem se percebe. A realidade é que não quero mudar meu comportamento por algo que possa não valer a pena, mas algo me faz permanecer, deve ser o problema que tenho em gostar das coisas claras.
Eu tenho medo de sentir medo, medo de ver quem realmente sou, e meu eu até onde pode chegar, conhecer a si mesmo parece ser um obstáculo e se quer saber realmente é. Eu fico tentando buscar solucionar as duvidas que me aparecem a cada instante, como, e porque elas me surpreende e faz perder o chão. Elas me deixam pensativas sobre meu dia, minhas preocupações, interesses, vontades, família, amigos amores.
Eu não sei se eu te entendo, se me entendo, se entendo o sentido do nós, se é que ele existe e porque me faz sentir assim. Estou em fase de transição, estou tentando descobrir até a onde as coisas se encaixam, não é fácil de COMPREENDER!
COMPREENDER... A palavra que responde e me confunde ao mesmo tempo.
Normalmente sou muito sensitiva, mas pra certas coisas fico bem racional, a verdade que ninguém gosta de se sentir assim, mas às vezes a gente erra. E do que adianta perceber que errou e continuar no mesmo erro. É preciso entender que os erro nos tornam pessoas sábias e experientes.
Sou uma pessoa que tenta desvendar o mistério da vida o sentido que existe em viver realmente, às vezes me prendo a isso e me deparo com algo que ainda não posso compreender. É um turbilhão de pensamentos, muitos acontecimentos e várias coisas que permanecem no ar, a busca de subentendimento. A questão é que se estou realmente preparada pra isso.
No mesmo instante eu perco a calma, tudo me atrapalha, ai eu paro e simplesmente respiro, mas tem hora que nem pra isso tenho tempo, e prejudico a mim própria. Mas o mundo não vai parar para que eu aprenda a respirar NE!? É necessário que eu me adapte, me redescubro, me invento e me COMPREENDO.
Tudo só vai estar bem se eu estiver assim, se eu conseguir obter e manter o equilíbrio existente em mim.
Nayara Trindade

linda *-*
ResponderExcluirObg Ingridizinhaaaaaaa! ;)
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