Eu era bem pequena quando tudo começou. Eu gostava de vê-los
balançando e saber que estavam presos a mim de alguma forma, no caso o barbante; mas o que me entristecia era saber que era por pouco tempo. Gostava das múltiplas
cores, da companhia, de me acompanhar nas brincadeiras e o melhor: não discordava
da minha opinião.
Foi então que me apresentaram algo novo aos meus olhos, aqueles preenchidos de
forma mais leve -gás Helio. Eles eram mais independentes, de certo modo isso
me assustava, pois eles já não me acompanhava tanto quanto os outros e nem deixava
que eu o manipulasse bem, só se permitia, às vezes. Mas não posso negar, quando
partia e me deixava, me incomodava, contudo ao mesmo tempo era lindo vê-lo no céu, livre,.
Dali para frente o destino dele não me pertencia mais, e sua rota era escolha
própria.
Hoje estou apaixonada por aqueles preenchidos de calor, que nos abriga, nos
emociona , a aventura é constante e que na verdade você pode acompanha-lo: traçar juntos a rota, sentir que a liberdade é dupla e a possibilidade se sair do chão é sensata. A
beleza das cores fica mais vibrante e a volta é certa, a duração é mais longa e
mais bonita. E lá de cima a interferência externa é mínima, só as sensações são
maximizadas.
E que no fim tudo você percebe que não passa de apenas uma “viagem”, com
encontros e desencontros, marcas e depósitos de experiências impregnadas na
alma!


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